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giovedì 22 novembre 2018

Diretor de Astronomia Russo admite a existência de outras civilizações fora da Terra

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Dmitry Bisikalo, diretor do Instituto de Astronomia da Academia de Ciências da Rússia disse que admite a existência de muitas civilizações extraterrestres fora do Sistema Solar, observando que os alienígenas simplesmente “não querem entrar em contato”.




“Eu admito a existência de civilizações inteligentes extraterrestres. Afinal, se a nossa civilização existe, por analogia pode haver outras, e, provavelmente, muitas delas”, comentou Bisikalo ao sputniknews.com
Segundo ele, o astrônomo e astrofísico norte-americano, Frank Drake, em 1960, desenvolveu uma fórmula permitindo calcular o número de civilizações extraterrestres com as quais poderíamos entrar em contato.
“De acordo com esta fórmula, há inúmeras delas”, destacou.
Bisikalo observou que a humanidade ainda não encontrou evidências de existência extraterrestre, porque os alienígenas “não querem entrar em contato”. A segunda razão é por causa de um possível curto período de vida da civilização, explicada por desastres naturais, derretimento das geleiras, poluição, clima e também uma Terceira Guerra Mundial.
Por exemplo, até o começo do século XX, nossa civilização não irradiava nada. Agora, a Terra está repleta de sinais eletrônicos em diferentes intervalos, mas a tendência geral é reduzir as perdas e, consequentemente, diminuir o nível do sinal, disse.
O diretor do instituto acrescentou que o raciocínio sobre a existência de outras civilizações se transformou num plano experimental prático depois da descoberta dos exoplanetas.
Ele salientou que agora uma das tarefas principais é identificar e procurar possíveis biomarcadores no espaço – evidências da existência da vida. Esses marcadores biológicos são oxigênio, ozônio, metano, mas sua presença no exoplaneta não garante a existência de vida, indicou.
“É importante notar que muitos biomarcadores aparecem na região ultravioleta do espectro, os quais serão estudados pelo observatório espacial Spektr-UF, que será lançado em órbita em 2024. Provavelmente, com sua ajuda veremos algo realmente interessante”, concluiu Bisikalo.
 

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